quinta-feira, 18 de outubro de 2007

AS DIMENSÕES DE PODER E O EMPODERAMENTO DO PROFESSOR E DO ALUNO NO PROCESSO DE ENSINO/APRENDIZAGEM

O presente artigo se propõe a discutir o empoderamento (grifo nosso) do professor e do aluno no processo de ensino/aprendizagem em língua estrangeira nas escolas regulares de Ensino Fundamental, EF, e Ensino Médio, EM e tem como enfoque as dimensões de poder, as relações de dualidade (grifo nosso) e os ditames do livro didático nesse processo. Essas dimensões referem-se àquelas relações que o indivíduo estabelece consigo, com o próximo e com o mundo em que está inserido, e suas implicações no contexto social, político, econômico, humano, psicológico, cultural, intelectual, etc. Essas relações se manifestam em dimensões de poder. Para um melhor embasamento neste artigo enfocaremos a dimensão de poder sobre, a dimensão de poder para e a dimensão de poder com. A dimensão de poder sobre é o tipo de poder exercido com base numa relação de dominação/subordinação e utiliza como método a subjugação (de qualquer natureza) a imposição e/ou a intimidação. Essa dimensão leva sempre à resistência passiva e ativa e a sua manutenção requer uma vigilância constante. Está centrada nas relações antagônicas, tais como; público X privado; preto X branco; pobre X rico; homem X mulher, etc. É a dimensão do autoritarismo, do: eu mando e você obedece. Nessa dimensão não há espaço para questionamentos e o processo de ensino/aprendizagem se dá pela imposição de valores estabelecidos pelas dualidades simples (professor X aluno; editoras X autores; governo X escola, núcleo gestor X professores, etc.), ou seja, alguém manda e outrem, obedece. A dimensão de poder para é focada no indivíduo. É a essência do aspecto individual do poder, é criativa e capacitadora. Ela ocorre normalmente pelo acúmulo do saber, do conhecimento, da experiência para possibilitar a solução dos problemas. É a dimensão do ‘ é preciso ter para ser’. Na dimensão do poder para, o empoderamento ocorre quando as pessoas são capazes de solucionar problemas da sua família, da sua comunidade, da sua organização, de suas interações sociais, de sua escola, de seu aprendizado, etc., isto porque compreendem como as coisas funcionam ou porque dominam uma habilidade. Em ensino/aprendizagem essa dimensão de poder para é a do professor, enquanto co-construtor, consciente das implicações advindas da construção do saber, e que poderá desencadear o empoderamento através do conhecimento. A dimensão de poder com é focada na visão do poder coletivo, isto é, na organização social. Neste caso o empoderamento se dá pela união das pessoas em torno de um projeto comum, em torno de um ideal comum. Essa dimensão compreende o sentido de que o todo é maior que as partes, que o interesse coletivo é prioritário ao particular. Ela dimensiona que os problemas devem ser enfrentados conjuntamente: é a gestão social dos problemas que percebe a existência das questões de etnia, de gênero, de geração, de credo, de perspectivas sociais, econômicas, etc. É na dimensão de poder com que o processo ensino/aprendizagem assume aspectos relevantes do ponto de vista da aplicabilidade e da socialização das decisões e objetivos desse processo. A dimensão de poder com pressupõe métodos democráticos de gestão e de ensino; transparência nos encaminhamentos e atos de gerenciamento; comprometimento, ética e coerência dos professores e líderes (o discurso deve bater com a prática); eficiência e eficácia administrativo/operacional. Requer ainda que os envolvidos sejam atores do processo. Ao longo da pesquisa para esse artigo pudemos observar que o conceito de empoderamento ainda é inconclusivo (HOROCHOVSKI, acessado em 28/02/2007, p. 2). Todavia, assumiremos empoderamento em ensino/aprendizagem como o ato de apoderar-se, apropriar-se de práticas, discursivas e retóricas, em benefício do desenvolvimento sócio interacional, com implicações nas práticas sociais, culturais, intelectuais e econômicas em favor próprio e do bem comum (idem, p. 4). Atualmente, a perspectiva de empoderamento está nas diretrizes da UNESCO com o LIFE – Literacy Iniciative for Empowerment (UNESCO, acessado em 02/09/2007). A estratégia da UNESCO, através do LIFE, focaliza o empoderamento de estudantes por meio de práticas de letramentos que deverão ser informadas através de pesquisas baseadas em evidências. O reconhecimento da necessidade de se empoderar as pessoas e grupos que vivem na pobreza e na exclusão passa a ser percebido, com maior ou menor ênfase, como uma condição para o sucesso de políticas, programas, ou mesmo projetos, por um amplo leque de organizações, representantes de diferentes perspectivas políticas, de diferentes tamanhos, capacidade de influência e natureza (HOROCHOVSKI, acessada em 28/02/2007, p. 4). Os PCN, Parâmetros Curriculares Nacionais, e os PCNEM, Parâmetros Curriculares para o Ensino Médio procuram adequar as práticas educacionais do Brasil com o projeto da UNESCO, numa tentativa de oferecer diretrizes ao processo educacional brasileiro. As questões de ensino de língua precisam, então, ser analisadas sob os aspectos interacionista, funcional e discursivo (ANTUNES, 2003, p. 42). É nesse contexto que a análise das dimensões de poder no processo de ensino aprendizagem da língua estrangeira são pertinentes à percepção dos ditames do livro didático, LD, frente às diretrizes dos PCN, para o currículo de linguagens e códigos, no que diz respeito ao ensino de língua estrangeira, LE, bem como, o empoderamento do professor e do aluno envolvidos nesse contexto educacional.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

AS DIMENSÕES DE PODER E O EMPODERAMENTO DO PROFESSOR E DO ALUNO NO PROCESSO ENSINO/APRENDIZAGEM EM LÍNGUA INGLESA, UM REFERENCIAL DOS PCN E DA UNESCO.

AS DIMENSÕES DE PODER E O EMPODERAMENTO DO PROFESSOR E DO ALUNO NO PROCESSO ENSINO/APRENDIZAGEM EM LÍNGUA INGLESA, UM REFERENCIAL DOS PCN E DA UNESCO. *Maria Augusta Lima Cavalcante[1] O presente artigo se propõe a discutir o empoderamento (grifo nosso) do professor e do aluno no processo de ensino/aprendizagem em língua estrangeira nas escolas regulares de Ensino Fundamental, EF, e Ensino Médio, EM, e tem como enfoque as dimensões de poder, as relações de dualidade (grifo nosso) e as diretrizes dos PCN, Parâmetros Curriculares Nacionais, e da UNESCO, Organização das Nações Unidas. É parte do artigo: As Dimensões de Poder e o Empoderamento do Professor e do Aluno no Processo de Ensino Aprendizagem em Língua Inglesa e os Ditames do Livro Didático, também de nossa autoria, e que se propôs a analisar o papel do livro didático na construção dessas dimensões de poder. Na palestra: Poder e Empoderamento, apresentada na Conferência das Cidades, realizada em Tauá, Ceará, em 20 de julho de 2007, os conceitos das dimensões de poder e empoderamento foram elencados pelo palestrante, o senhor José Bartolomeu Cavalcante, economista e coordenador da Secretaria de Desenvolvimento Territorial e Combate à Pobreza Rural, da Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Estado do Ceará, SDA. Essas dimensões referem-se àquelas relações que o indivíduo estabelece consigo, com o próximo e com o mundo em que está inserido, e suas implicações no contexto social, político, econômico, humano, psicológico, cultural, intelectual, etc. Essas relações se manifestam em dimensões de poder. Para um melhor embasamento neste artigo enfocaremos a dimensão de poder sobre, a dimensão de poder para e a dimensão de poder com (grifo nosso). A dimensão de poder sobre é o tipo de poder exercido com base numa relação de dominação/subordinação e utiliza como método a subjugação (de qualquer natureza) a imposição e/ou a intimidação. Essa dimensão leva sempre à resistência passiva e ativa e a sua manutenção requer uma vigilância constante. Está centrada nas relações antagônicas, tais como; público X privado; preto X branco; pobre X rico; homem X mulher, etc. É a dimensão do autoritarismo, do: eu mando e você obedece. Nessa dimensão não há espaço para questionamentos e o processo de ensino/aprendizagem se dá pela imposição de valores estabelecidos pelas dualidades simples (professor X aluno; editoras X autores; governo X escola, núcleo gestor X professores, etc.), ou seja, alguém manda e outrem, obedece. A dimensão de poder para é focada no indivíduo. É a essência do aspecto individual do poder, é criativa e capacitadora. Ela ocorre normalmente pelo acúmulo do saber, do conhecimento, da experiência para possibilitar a solução dos problemas. É a dimensão do ‘ é preciso ter para ser’. Na dimensão do poder para, o empoderamento ocorre quando as pessoas são capazes de solucionar problemas da sua família, da sua comunidade, da sua organização, de suas interações sociais, de sua escola, de seu aprendizado, etc., isto porque compreendem como as coisas funcionam ou porque dominam uma habilidade. Em ensino/aprendizagem essa dimensão de poder para é a do professor, enquanto co-construtor, consciente das implicações advindas da construção do saber, e que poderá desencadear o empoderamento através do conhecimento. A dimensão de poder com é focada na visão do poder coletivo, isto é, na organização social. Neste caso o empoderamento se dá pela união das pessoas em torno de um projeto comum, em torno de um ideal comum. Essa dimensão compreende o sentido de que o todo é maior que as partes, que o interesse coletivo é prioritário ao particular. Ela dimensiona que os problemas devem ser enfrentados conjuntamente: é a gestão social dos problemas que percebe a existência das questões de etnia, de gênero, de geração, de credo, de perspectivas sociais, econômicas, etc. É na dimensão de poder com que o processo ensino/aprendizagem assume aspectos relevantes do ponto de vista da aplicabilidade e da socialização das decisões e objetivos desse processo. A dimensão do poder com pressupõe métodos democráticos de gestão e de ensino; transparência nos encaminhamentos e atos de gerenciamento; comprometimento, ética e coerência dos professores e líderes (o discurso deve bater com a prática); eficiência e eficácia administrativo/operacional. Requer ainda que os envolvidos sejam atores do processo. Ao longo da pesquisa para esse artigo pudemos observar que o conceito de empoderamento ainda é inconclusivo (HOROCHOVSKI, acessado em 28/02/2007, p. 2). Todavia, assumiremos empoderamento em ensino/aprendizagem como o ato de apoderar-se, apropriar-se de práticas, discursivas e retóricas, em benefício do desenvolvimento sócio interacional, com implicações nas práticas sociais, culturais, intelectuais e econômicas em favor próprio e do bem comum (idem, p. 4). Atualmente, a perspectiva de empoderamento está nas diretrizes da UNESCO com o LIFE – Literacy Iniciative for Empowerment (UNESCO, acessado em 02/09/2007). “A estratégia da UNESCO, através do LIFE, focaliza o empoderamento de estudantes por meio de práticas de letramentos que deverão ser informadas através de pesquisas baseadas em evidências”: “Trabalhando a nível global, a UNESCO chama a atenção internacional e nacional sobre a importância da alfabetização - assunto este de rara boa-vontade política e de poucos recursos. A Organização promove o desenvolvimento de políticas educacionais e capacitação por meio de assistência técnica, além disso desenvolve mecanismos rigorosos de monitoramento e avaliação para medir a efetividade do Programa LIFE.” O reconhecimento da necessidade de se empoderar as pessoas e grupos que vivem na pobreza e na exclusão passa a ser percebido, com maior ou menor ênfase, como uma condição para o sucesso de políticas, programas, ou mesmo projetos, por um amplo leque de organizações, representantes de diferentes perspectivas políticas, de diferentes tamanhos, capacidade de influência e natureza (HOROCHOVSKI, acessada em 28/02/2007, p. 4). Os PCN, Parâmetros Curriculares Nacionais, e os PCNEM, Parâmetros Curriculares para o Ensino Médio procuram adequar as práticas educacionais do Brasil com o projeto da UNESCO, numa tentativa de oferecer diretrizes ao processo educacional brasileiro. As questões de ensino de língua precisam, então, ser analisadas sob os aspectos interacionista, funcional e discursivo (ANTUNES, 2003, p. 42). É nesse contexto que a análise das dimensões de poder no processo de ensino aprendizagem da língua estrangeira são pertinentes à percepção dos ditames do livro didático, LD, frente às diretrizes dos PCN, para o currículo de linguagens e códigos, no que diz respeito ao ensino de língua estrangeira, LE, bem como, o empoderamento do professor e do aluno envolvidos nesse contexto educacional. BIBLIOGRAFIA ANTUNES, Irandé. Aula de PortugUês: encontro & interação. Série Aula. São Paulo: Parábola Editorial, 2003 COSTA, Alexandre– UFG/ Unicamp: A Formação de Professores na Nova Ordem de Discurso da Educação Brasileira. Disponível em: <http://www.unb.br/il/liv/pos/pos_isimposio_arquivos/resumos_parte_i.pdf> p.2. Acessado em 07 de junho de 2007 FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. Coleção Leitura. São Paulo: Paz e Terra, 1996 HOROCHOVISKI, Rodrigo Meireles: Problematizando a Questão do Empoderamento. Disponível em: <http://www.sociologia.ufsc.br/npms/rodrigo_horochovski_meirelles.pdf>. Acessado em 22 de julho de 2007 PCN: Volume 9: Língua Estrangeira: Conhecimentos de Língua Estrangeira. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/pcn_estrangeira.pdf> p. 89. Acessado em 22 de fevereiro de 2007 UNESCO - Organização das Nações Unidas. Disponível em: < http://www.unesco.org.br/publicacoes/livros/alfaliberdade/mostra_documento > Acessado em 27 de julho de 2007 [1] Aluna do curso de graduação em Letras: Português / Inglês, da Universidade Estadual do Ceará, UECE, aluna do curso de Lingüística Aplicada da Fa7, Faculdade 7 de Setembro, e professora de Inglês com 17 anos de experiência de ensino de Inglês como língua estrangeira. E-mail: gugacv@hotmail.com

domingo, 16 de setembro de 2007

EMPODERAMNETO, uma alternativa às dualidades simples da sala de aula?

O professor numa dimensão de poder para: o ter para ser.

A dimensão de poder para é a dimensão individual do professor, do seu saber, do seu conhecimento, que o leva a ter compreensão do ter para ser. Em outras palavras, é ter o conhecimento técnico e, ainda, um projeto político-pedagógico, libertador, que proporcione ao estudante protagonizar o seu saber, interagir e inter-relacionar o inglês com a sua vivência e sua prática escolar; de forma que essa dimensão de poder para do professor leve o aluno a se empoderar e se apropriar do inglês como forma de conhecimento e também, a seu turno, passar a exercer a dimensão de poder para, conforme suas vivências. Os processos de ensinar e de aprender parecem ser atos paradoxais, em que muitos universos contribuem na prática ensino/aprendizagem, e, ao mesmo tempo, prevalecem forças de governança e da dimensão de poder para. Entenda-se governança como a gestão administrativa, com implicações nas escolhas inerentes à posição política adotada e/ou praticada pelos gestores ou lideranças¸ no âmbito educacional. É necessário, também, que se compreenda que a “escola enquanto aparelho ideológico do estado e, no seu interior, o livro didático enquanto relação social de poder” (CORACINI, 1999. p.27) é lugar de conflitos e que, nessa injunção social, a educação é permeada de ideologia. Essa ideologia, por sua vez, não está na razão direta do uso da língua inglesa em si, mas no objetivo do uso desse inglês de escola e diz respeito ao que pode e ao que deve ser ensinado, e “(...) estão associadas à questão da configuração do conhecimento a partir da seleção do conteúdo a ser veiculado na escola” (CORACINI, 1999. P. 29). Entenda-se ideologia, aqui, como o conjunto de convicções religiosas, filosóficas, jurídicas, sociais e políticas, relacionadas com a situação social dos seus representantes dentro da sociedade em que se estabelecem. Para que o professor seja o agente pleno para intermediar e/ou interferir nessa ideologia, explícita ou não, é necessária uma reflexão que vá além da abordagem, do recurso, do método e do objetivo de estudo, pois “[...] a reflexão crítica sobre a prática se torna uma exigência da relação Teoria/Prática sem a qual a teoria pode ir virando um blábláblá e a prática um ativismo” (FREIRE. 1996, p.24). Em outras palavras, é preciso o empoderamento do professor. É imprescindível que reconheça que é ele quem deveria, em primeira instância, dar o tom e o valor dessa aprendizagem, e não somente o livro didático. É nesse sentido que o professor precisa ser uma agente político do saber (FREIRE, 1996), ainda que a aprendizagem envolva a latente dificuldade de conciliação entre “uma concepção de ensino com o processo de conscientização (racional), e por isso mesmo controlável, com a concepção de aprendizagem como processo intrinsecamente consciente e, portanto, incontrolável” (CORACINI, 1999. p.22).

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Pensar e desabafar é só uma questão de tentar...: A mar ...

Pensar e desabafar é só uma questão de tentar...: A mar ...

Pensar e desabafar é só uma questão de tentar...: AMOVOCÊMUITOMUITÃO

Pensar e desabafar é só uma questão de tentar...: AMOVOCÊMUITOMUITÃO

AMOVOCÊMUITOMUITÃO

Minha amada filha,
Poucas pessoas podem dizer no mundo que são amadas como eu sou por você. Agradeço imensamente ao meu querido Deus por permitir que agente conviva assim tão de pertinho.
É sempre bom saber que você está por aí, ao meu lado, silenciosamente me ouvido, sorrindo comigo e me tolerando, mesmo naqueles momentos em que sou insuportável.
Amo você com todas as minhas forças, e se posso dizer que devo a alguém o fato de estar aqui hoje, posso te assegurar que, mais que à minha mãe, devo a você. Você que me deu forças para ir a luta sempre, porque não podia desistir diante de alguém que parece acreditar tanto em mim.Você que sempre aceitou o melhor de mim, como se eu só pudesse ser aquilo, naquele momento.
Amo a vontade de viver que você me dá todos os dias. Amo as expectativas que você gera em mim, porque sempre serei o exemplo, e como exemplo, tenho de errar cada vez menos, para não te fazer sofrer.
Amo a alegria dagente "sendo besta" e rindo das coisas mais ridículas da vida, como por exemplo:
"Tosidade de mamãe, tosidade de mamãe, tosidade, tosidade, tosidade de mamãe, tosidade!"
Sempre vou me lembrar da primeira vez que ouvi seu coração batendo dentro de mim. Foi a maior emoção da minha vida. É indescritível o bem estar que esse sonzinho acelerado me causou. Daquele dia em diante, soube que você seria tudo e muito mais na minha vida, e que jamais seríamos uma só, mas que, por alguns instantes, éramos só nós,e eu te amei imensamente...
E já se vão 13 anos...
Obrigada meu amor por tudo que você é para mim.
Obrigada por ser aquela que me ensinou quais são as verdadeiras prioridades da vida.
Obrigada por me lembrar quem sou e a que vim nesse mundo, e mais que tudo, obrigada por ser simplesmente a melhor, a dos meus sonhos...
AMOVOCÊMUITOMUITÃO, Mamãe.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

A mar ...

O Esforço de Amar
Não nego todos os esforços de minh'alma para deixar partir de mim esse sentimento que ainda insiste em viver comigo, entranhado em mim, como uma célula latente e errônea... sem rumo e sem laço, mas profundamente atada ao meu ser... Não nego também que minh'alma se enche de tristeza ao ver meu sonho ser cada vez mais inatingível e sem dó da minha dor e da minha aflição... Não nego que aquilo por que mais lutei, foi também aquilo que nunca percebi ser realmente necessário à minh'alma: amar... Amar sem desencantos e sem desenlaces amargos, que nos fazem pensar se a vida tem valido a pena...

Amar sem desilusões e desafetos, porque então, não somos como águias e falcões?
Amar de todas as formas que um corpo pode amar...
Se entregando sem culpas e sem medos, porque o que se quer é só amar...
Amar sem subterfúgios , só amar...
Porque amar só se encontra uma vez a cada vez...
Amar não tendo que inventar desculpas para ter de fugir de amar...
Porque se ama e se basta o amar...
Amar sem ter que se amargar...
Sem saber se se vai chegar...
Mas apenas e unicamente pelo prazer de amar...

Eu havia, então, decidido deixar de amar. Mas até para deixar de amar, é preciso amar... Amar a pessoa que quer voar... aceitar esse vôo como um direito de amar e, acima de tudo, não se deixar amargar... Percebi que para deixar de amar é necessário, ainda, saber Se amar... Saber a hora de desabafar ... saber a hora de perdoar... e, ainda mais uma vez, saber a hora de aprender novas formas de amar... Desejo, agora e sempre, te amar... e poder navegar... e poder te reencontrar...e ainda assim... saber te amar... Saber te amar para que ambos possamos compreender os diversos valores do amar... para que ambos saibamos o que é deixar de amar... deixar de sonhar... deixar de acalentar... deixar de confiar... deixar de repousar... deixar de se encontrar... deixar de ser amado... deixar de se acompanhar... deixar de se entrelaçar... deixar de se amar... Amar, agora é, então é um ato de desabafo...
Porque só assim posso aprender a lapidar o coração. Posso aprender a valorizar a emoção e a deixar seguir o coração.
Porque preciso aprender a lidar com sentimentos tão intensos e tão dolorosos... sem jamais descrer de amar....
Que é para que quando um novo amar chegar eu já tenha aprendido a amar...

Uma lenda Sioux

Somos como a águia e o falcão...
Conta uma lenda dos índios sioux que, certa vez, Touro Bravo e Nuvem azul chegaram de mãos dadas à tenda do velho feiticeiro da tribo e pediram: '- Nos nos amamos e vamos nos casar. Mas nos amamos tanto que queremos um conselho que nos garanta ficar sempre juntos, que nos assegure estar um ao lado do outro até a morte. Há algo que possamos fazer?' E o velho, emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse: '- Há o que possa ser feito, ainda que sejam tarefas muito difíceis. Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte da aldeia apenas com uma rede, caçar o falcão mais vigoroso e trazê-lo aqui, com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia. E tu, Touro Bravo, deves escalar a montanha do trono; lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias. Somente com uma rede deverás apanhá-la, trazendo-a para mim viva!' Os jovens se abraçaram com ternura e logo partiram para cumprir a missão. No dia estabelecido, na frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves. O velho tirou-as dos sacos e constatou que eram verdadeiramente formosos exemplares dos animais que ele tinha pedido. '-E agora, o que faremos?' Os jovens perguntaram. '-Peguem as aves e amarrem uma à outra pelos pés com essas fitas de couro. Quando estiverem amarradas, soltem-nas para que voem livres. ' Eles fizeram o que lhes foi ordenado e soltaram os pássaros. A águia e o falcão tentaram voar, mas conseguiram apenas saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela impossibilidade do vôo, as aves arremessaram-se uma contra a outra, bicando-se até se machucar. Então o velho disse: '-Se quiserem que o amor entre vocês perdure, voem juntos, mas jamais amarrados.'
Libere a pessoa que você ama,
para que ela possa voar com as próprias asas...